Recentemente me peguei em um dilema!

Tinha tempo livre mas não conseguia decidir o que fazer com ele. Pensei em continuar a leitura de um dos vários livros que comecei. Pensei em ver um filme. Pensei em começar aquela série. Pensei em tentar um novo layout para o guarda-roupa. De repente, me vi em meio a diversos pensamentos que não se tornaram ações, deitada, passando o olho mecanicamente nas redes sociais, por mais de uma hora.

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É muito comum evitarmos uma tomada de decisão. Sem que a gente perceba, nossa cabeça pensa em uma hipótese e simula um resultado. Em geral, a decisão que tomamos é baseada em como podemos nos sentir ao escolher uma das várias opções que temos.

Funciona mais ou menos assim:

  1. Quero ver um filme
  2. Quero ver um filme de terror
  3. Esse filme dura 2h
  4. Eu poderia fazer várias coisas em duas horas
  5. Eu poderia ler muito em duas horas
  6. Se esse filme for ruim eu vou ficar muito puta de não ter escolhido ler nestas duas horas
  7. Deixa esse filme pra lá
  8. Vou escolher um livro para ler
  9. O último livro que estava lendo é de autoajuda mas não to afim de aprender nada hoje

E assim vai…

O fato é que NÃO QUEREMOS ERRAR. Mas o que é esse tão temido erro do qual temos medo quando queremos tomar uma decisão? Errar significa que você não está certo! HAHAHA

Parece óbvio, mas não é!

A melhor maneira de descobrir se algo funciona é TENTANDO. Para isso, vamos tentar inúmeras vezes e errar. Vamos errar tantas vezes quanto forem necessárias até descobrirmos o jeito certo e NÃO HÁ NADA DE ERRADO EM ERRAR. Apesar de termos aprendido enquanto crianças que errar é feio, não é bem assim. Quando erramos, significa que tentamos e isso é ótimo.

O que fica depois do fracasso?

Muita gente tem medo de fracassar. Eu tenho, você tem! Fracasso é uma palavra associada a uma sensação horrível. O que não paramos pra pensar é que o fracasso traz o aprendizado e com isso a experiência.

Como você adquire a certeza de que não gosta de sorvete de flocos? Por que já comeu uma vez e achou horrível! Você gastou seu dinheiro – talvez o único daquele dia – comprando um sabor de sorvete para experimentar. Experimentou e falou “É, realmente isso é uma droga!”. Pronto! Provavelmente você não vai voltar a provar um sorvete de flocos novamente. Talvez você prove, afinal, mudamos muito ao longo dos anos, mas talvez não. Tá tudo bem mudar, mas principalmente, tá tudo bem ter uma experiência que não atende as nossas expectativas.

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Levando uma vida de contraste

Quando experimentamos algo que não gostamos, podemos ter a certeza daquilo que gostamos. Portanto, não se sinta mal se algo não saiu conforme você esperava. Não se julgue por ter errado. Quando mais rápido você erra, mais rápido você pode tentar acertar novamente!

Há uma frase muito divulgada na internet, que é atribuída a Thomas Edson, que explica exatamente o que quero dizer:

“O quê? Não avançamos um só passo? Avançamos 700 passos rumo ao êxito final! Sabemos de 700 coisas que não deram certo! Estamos para além de 700 ilusões que mantínhamos anos atrás e que hoje não nos iludem mais. E a isso você chama perda de tempo?”.

 

Então, pense um pouco: você prefere errar e saber que gostaria de ter outro resultado ou continuar sem tentar, mas sem resultado algum? Quando você tenta, você elimina hipóteses. Isso é ciência pura! Se você tem 15 atividades que poderiam ocupar seu tempo livre e não tenta nenhuma (ao invés disso fica perdendo o tempo paralisado nas redes sociais) você nunca vai saber se algo te agrada.

Errar e acertar – um caminho para o autoconhecimento

Cada experiência que temos nos leva a desvendar quem somos. Quando escolhemos um sabor de sorvete e gostamos, conhecemos mais sobre nossas preferências. Da mesma forma ocorre quando provamos algum sabor que não nos agrada. Saber o que te agrada e o que te desagrada te leva por um caminho de conhecimento dos seus gostos e o que te motiva ou desagrada.

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Errar é, portanto, tão importante quanto acertar. É errando que aprendemos como NÃO ERRAR. Errando aprendemos caminhos que não queremos seguir e como não agir, nos tornando mais conhecedores de nós mesmos.

Então, antes de se fechar em casa triste e solitária por ter fracassado em algum projeto, corte essa bad vibe e se pergunte: “o que eu aprendi com essa derrota?”.

Um beijo cheio de erros e acertos, mas muito próximo de saber quem sou e do que gosto! =*

 

 

 

Um comentário em “A derrota nossa de cada dia

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