“Eu não tenho o que vestir!” 

Essa frase clássica já saiu da boca de pelo menos 5 entre 10 mulheres no mundo todo, segundo o IBGE. Mentira! O IBGE nunca ia fazer uma pesquisa dessas, mas com certeza você conhece alguém que já tenha dito isso alguma vez na vida. O mais engraçado é ver o guarda-roupa da pessoa e ver que ela tem SIM o que vestir. Só está tão perdida que não consegue decidir.

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O grande vilão de nos fazer pensar que não temos roupas o suficiente é o consumismo. O consumismo é uma ordem social e econômica que incentiva a aquisição de bens de consumo, em geral, em quantidades cada vez maiores. Por mais que a gente saiba que temos roupas mais do que o suficiente para nos vestir, achamos que aquela blusinha é tão maravilhosa, não é mesmo? E olha só aquele relógio, que doido!!!

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O grande problema do consumismo é que compramos itens que mal usamos. Quem nunca teve a sensação de ter muita coisa em casa? Itens demais cansam nossa cabeça, é muita informação pra processar. Quando você tem que abrir a porta do quartinho da bagunça, fica mal humorado só de olhar aquela tralha toda. Mesmo quando você consegue organizar tudo que tem, pode ter um leve incômodo por ver tantos itens. Frequentemente costumo me perguntar: por que temos tudo isso?

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Doação, a solução para o excesso de pertences

É bastante comum, de tempos em tempos, separarmos alguns itens para doação. Em geral escolhemos aquelas roupas que não usamos mais ou então os itens que estão nos incomodando em casa. Entretanto, muito do que escolhemos manter em casa acaba ainda sem utilidade e isso acontece porque temos apego quando estamos selecionando o que vai ser doado.

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Marie Kondo, uma especialista em organização no Japão, escreveu um livro inteiro sobre critérios para organizar a casa. Baseando-se neste livro, inclusive, surgiram várias personal organizers, profissão que ajuda o cliente a organizar a casa e doar tudo que realmente não faz sentido manter em casa mais.

Eu seu livro “A mágica da arrumação”, Marie afirma que organizar a casa traz clareza mental e deixa a pessoa mais feliz. Se pararmos para refletir e escolhermos manter apenas os itens que fazem sentido para a gente, nos livramos até mesmo de problemas como compulsão alimentar, ansiedade e mais, segundo a autora.

Steve Jobs e o minimalismo na moda

Steve Jobs costumava usar o mesmo modelo de vestimenta eu seu dia a dia de trabalho da Apple. Segundo ele, não ter que decidir entre qual tipo de camisa ou calça deveria usar naquele dia o ajudava a manter a mente livre para decisões realmente importantes.

Não é incomum observarmos grandes leões do mundo empresarial tendo decisões completamente simplistas quanto à roupas e outras decisões que podem ser simplificadas. O próprio Mark Zuckerberg recentemente doou 99% das suas ações do Facebook. Parece que desapegar e manter uma vida mais simples é uma questão de inteligência, não é mesmo?

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Quanto menos você tem, mais envolvido você fica

Apesar de sabermos que levar um estilo de vida simples funciona (se não for até melhor), há mudanças no cotidiano que devem ser tomadas se você deseja mudar seu estilo de vida e se tornar uma pessoa mais simples.

Como selecionar o que doar?

O primeiro critério que você pode usar é avaliar se o que você deseja doar foi usado por você no último ano. Se a resposta for não, você já pode considerar passar pra frente.

Um dos métodos indicados por Marie Kondo para selecionar as roupas que vão ficar é chegar a roupa perto de você e se perguntar: esta roupa me traz alegria? Se a resposta for não, doe. Parece esotérico, mas há quem diga que funciona e muito bem!

Quero mas não sei se devo

Provavelmente você vai se deparar com itens que você quer doar mas não sabe se deve. Em geral, este sentimento é o apego. Para ter certeza absoluta de que você deveria doar aquela peça de roupa ou aquela caixinha de música que ganhou quanto tinha 15 anos, coloque todos os itens da dúvida em uma caixa de reavaliação. Se após 6 meses você notar que sua vida não mudou em nada sem aqueles itens em vista, pode doar sem medo.

Menos roupas, mais lavagens

Se você é uma pessoa meio perdida com tarefas domésticas, reduzir a quantidade de peças no guarda-roupa pode ser um desafio. O ideal é criar um cronograma de lavagem de roupas, para que você não seja pego de surpresa em um belo dia em que precisa sair de casa e nenhuma roupa se encontra lavada. Mas atenção! Não vale deixar de doar suas roupas que não estão sendo utilizadas só para não passar pela situação que acabei de citar, heim!

Preste atenção nos critérios de doação

Um item que deve ser observado quando estamos doando qualquer coisa é: eu não usei isso nos últimos 6 meses, mas pode ser que eu use nos meses seguintes? Imagine você na seguinte situação: dezembro, um calor de matar e você está fazendo a limpa no guarda-roupa pois quer virar o ano sem aquele tanto de peças que não servem mais no seu dia a dia.

Você pensa no Brasil e em como o calor aqui acontece na maior parte dos dias. Você decide então doar aquele casaco mais “inverno europeu” que comprou. No calor, você suando bicas, em frente ao ventilador, com aquele monte de roupas espalhadas na cama, cansada de tanto selecionar roupas. Quando, nesta situação, você vai pensar que vai precisar de um casaco acolchoado que bate no joelho? Nunca! Mas tem umas 3 semanas no Brasil que fazem frio pra caramba! E aí você doou aquele casaco e lá vai você ter que comprar um casaco novo!

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Leve em consideração as estações do ano como inverno, outono, verão e primavera. Leve em consideração que vez ou outra tem um casamento para ir e doar aquela sandália dourada pode te fazer gastar pelo menos 150 reais só para se vestir para uma festa. Leve em consideração que você não costuma cozinhar todos os dias, mas pelo menos uma vez ao mês, costuma assar um bolo. Então, não saia doando tudo que tem, pois ao invés de te ajudar, pode te fazer gastar mais a longo prazo.

Reeducando os hábitos

De nada adianta doar metade das coisas que você tem em casa se o comportamento de comprar tudo que vem pela frente seguir firme e forte. Uma vida simples também significa ter hábitos simples. Enxergar simplicidade e saber aproveitar as experiências que não estão necessariamente ligadas a comprar alguma coisa é o grande truque aqui. Aos poucos, mudando um comportamento aqui, outro ali, fazemos grandes mudanças no nosso estilo de vida e somos muito mais felizes!

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