Em algum momento da vida você já teve que estudar uma grande quantidade de conteúdo, seja no Ensino Médio, na Universidade ou para uma prova de concurso, mestrado ou doutorado. Estudar algo sem vontade é bem ruim e acaba por nos fazer procrastinar. Além disso, há diversas distrações que nos tiram o foco, acabando com nosso rendimento. Então, como otimizar o tempo de estudo? Como estudar mais e melhor?

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Falar em otimizar tempo de estudo seria inútil sem falar de efetividade. De acordo com nosso dicionário do Google, o significado de efetividade, de acordo com a administração é: “qualidade do que atinge os seus objetivos estratégicos, institucionais, de formação de imagem etc.”

Ser efetivo é, basicamente, atingir seus objetivos. Simples, sem rodeios! Quando estudamos, nosso objetivo é aprender um conteúdo, usando o método de estudo para se adequar ao objetivo secundário: gerar conhecimento aliado a informações que já aprendemos, passar em uma prova, etc. Podemos concluir, portanto, que ser efetivo nos estudos se resume em aprender o conteúdo estudado. Dependendo do volume de conteúdo que deve ser aprendido, podemos gastar horas, dias, semanas, meses e até anos para conseguir aprendê-lo de fato. Mas, por que isso acontece?

Retenção de conteúdo

A retenção de um conteúdo depende de diversos fatores e ocorre em progressão. A cada interação com um conteúdo, você grava mais aquela informação. Em uma leitura, por exemplo, é normal que você não guarde mais que 20% do conteúdo visto pela primeira vez. Como há diversos tipos de métodos para estudos, devemos falar primeiramente de um ponto essencial: as afinidades de representação. As afinidades de representação são afinidades entre a pessoa que interage com uma informação e um ou mais tipos de representação desta mesma informação. Quando escrevemos a palavra caneta, por exemplo, algumas pessoas rapidamente imaginam uma caneta, já outras não, pois imaginam a palavra caneta escrita. As afinidades de representação podem ser classificadas em 5 tipos:

ARA – Afinidade de Representação Auditiva

Você aprende muito com podcasts, guarda bem a tonalidade e timbre de voz das pessoas? Provavelmente você vai se dar bem estudando com áudios. Para quem estuda para concursos, por exemplo, diversas leis são disponibilizadas em áudio gratuitamente. Para estudar o conteúdo que não está disponível em áudio, se grave lendo algum texto e depois estude por suas próprias gravações.

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ARV – Afinidade de Representação Visual (imagens)

Se você é bom com fisionomias e tem enorme facilidade em extrair informações de gráficos, você tem grande afinidade com imagens. Para este tipo de afinidade, mapas mentais utilizando símbolos são uma ótima ideia para os estudos.

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ARG – Afinidade de Representação Gráfica (leitura)

A leitura é o seu forte e você se lembrou de cada detalhe de Harry Potter quando o leu pela primeira vez? Além disso, discutir com você é um saco, já que você se lembra exatamente de cada palavra que o outro disse? Parabéns, você tem uma grande afinidade gráfica e memoriza melhor textos a outras formas de conteúdo. Essa é a afinidade mais vantajosa, na minha opinião, já que a maioria dos materiais ainda é encontrado primordialmente por escrito. Ler e escrever as partes mais importantes dos textos podem ser um ótimo método de estudos.

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ARAE – Afinidade de Representação por Associação Externa

Uma vez eu guardei uma informação sobre uma disciplina da graduação por associá-la a uma tira de bacon. O nome do teórico do qual eu precisava decorar a teoria era Francis Bacon e ele pregava a dicotomia em um assunto que não vou me aprofundar pois vocês vão achar muito chato. Para guardar, eu pensei: Francis Bacon = dicotomia, Bacon = duas fatias é o mínimo para comer e ser feliz. A afinidade por associação externa é quando você usa algum elemento que não tem nada a ver (de maneira séria, digo) com o conteúdo que deseja aprender, mas que mantenha a sonoridade próxima (como no caso de Bacon, no exemplo). Funciona, mas tem um limite de uso, ou você pode acabar se estressando por guardar tantas associações.

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ARAC – Afinidade de Representação Contextual

Se você era aquele aluno que guardava como ia a economia durante o governo de Dom Pedro, é muito provável que sua maior afinidade de representação seja contextual. Pessoas com este tipo de afinidade conseguem se ter uma visão geral do cenário e guardam um conteúdo por associação, correlacionando-os com outros fatos no mesmo contexto.

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Tomando como base os tipos de afinidade de representação da informação dados acima, você irá escolher seu tipo de conteúdo: vídeos, mapas mentais com símbolos, livros, associações. 

Monte seu cronograma de estudos

Você escolheu seus materiais e agora é hora de escolher o método de estudo. Existem vários métodos e o que você pode fazer a princípio é se lembrar de um período em que se sentiu mais produtivo nos estudos. Revivendo esta situação, pense em que tipos de materiais você utilizava, onde aconteciam os estudos e quais fatores internos e externos te ajudavam ou atrapalhavam e o que você fazia para lidar com isso. Uma vez feito isso, adeque sua necessidade de estudo à sua realidade. Se na sua melhor época de estudos você dispunha de 8 horas por dia para aprender, enquanto hoje tem apenas 2h, você vai ter que se adequar.

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Antes de prosseguir com seu cronograma de estudos, defina uma questão essencial: em qual parte do dia você está mais disposto? Manhã? Tarde? Noite? Defina isso e aproveite seu período mais disposto para estudar. Estudar requer um enorme gasto de energia e deve ser priorizado. Além disso, como já disse no texto “Tempo livre: driblando a falta de imaginação”, a sua força de vontade tem um limite que é gasto à medida em que a usa nas atividades do dia. Não é sensato gastar toda sua força de vontade para trabalhar, pegar ônibus e chegar cedo para estudar, se você pode estudar pela manhã e chegar mais tarde em casa.

Desligue as distrações e enriqueça o ambiente

Desligue seu smartphone, computador, telefone ou qualquer aparelho que possa te interromper enquanto você estuda. Crie um ambiente sem interrupções. Interrupções acabam com seu rendimento, de acordo com pesquisadores da Universidade de George Manson. Antes de se sentar para estudar, crie um ambiente à prova de distrações. Cada distração implica em um novo esforço para voltar ao foco e, em um cenário onde você não quer estar, fica mais difícil ainda lidar com isso. Se você checa seu e-mail 10 vezes ao dia, ou fica com ele aberto o dia todo, estabeleça horários para consultar suas mensagens.

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Estabeleça horários para navegar nas redes sociais que sejam, preferencialmente, fora do horário de estudos. Há playlists em programas de músicas como Spotify ou Deezer focadas em estudos, com músicas clássicas ou mesmo mantras indianos. Enriqueça seu ambiente para a concentração!

Melhore seus hábitos

Seus hábitos influenciam diretamente seu rendimento em qualquer tipo de atividade. Se você se alimenta mal durante a maior parte do tempo, pare com isso já. Inclua vegetais e carnes magras na sua dieta. Eles contêm nutrientes necessários para o bom desempenho do cérebro. Além disso, pratique atividades físicas regularmente. O sedentarismo é um dos grandes responsáveis pelo transtorno de ansiedade e outros tipos de transtorno, que podem te tirar do foco. Para os menos receosos, procure aprender a meditar. A meditação torna a mente mais pacífica e focada.

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Não se esqueça de separar um tempo para o lazer! Todo mundo precisa se distrair, ir a festas, sair com os amigos e estar com a família. Desde que isso não seja maior parte do seu tempo, não se prive destes mimos. Afinal, uma mente cansada não retém informação.

Se motive

Mantenha um quadro de imagens que te lembrem do porquê você quer estudar aquele conteúdo, o que você vai alcançar depois de conseguir passar na sua prova. Se você vai prestar um concurso, coloque fotos de viagens que pode fazer ou mesmo o salário que vai ganhar. Se você está estudando para subir de cargo, escreva o nome do cargo bem grande na frente do seu nome (“Gerente Camila”). O percurso de estudos, quando muito longo, acaba parecendo sem sentido. Se lembrar do motivo pelo qual você começou é essencial.

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Se presenteie pelos pequenos objetivos concluídos. Se você conseguiu se lembrar de algum conteúdo em uma revisão, se dê um pequeno mimo, como 10 minutos de ócio entre uma bateria de estudos e outra, por exemplo. Tenha sempre consciência de que pequenas recompensas são necessárias por pequenos esforços.

Alterne os conteúdos e o mantra “Só por hoje”

Alterne os conteúdos para que os estudos não fiquem muito pesados. Se você precisa estudar Língua Portuguesa, Matemática, Legislação e Física, alterne disciplinas muito teóricas com as muito práticas. Dinamize o máximo que puder!

Estudar é menos difícil do que parece, quando focamos no presente. O problema é que vivemos uma época em que focar no presente é quase inexistente. Sempre estamos pensando no passado ou futuro. Foca no presente elimina boa parte da ansiedade de ver todo aquele conteúdo para estudar e não termos perspectiva de quando terminaremos. Para esses momentos, existe um mantra muito legal: “Só por hoje”. Pense: “Só por hoje vou estudar sem me preocupar com toda a matéria”, “Só por hoje vou me exercitar e me alimentar bem para ter boa disposição para os estudos”, “Só por hoje vou desligar meu smartphone para estudar”. De hoje em hoje, você reduz a quantidade de estudos do futuro e alcança seu objetivo.

Se você curtiu esse guia, compartilhe com alguém que precise otimizar seus estudos. Informação boa é informação compartilhada. 😉

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