Tudo começou com uma bela crise de refluxo gastroesofágico. Por questões da vida, comia e deitava logo em seguida. Não deu outra: passei mal e passei mal FEIO! É o que acontece quando não seguimos as recomendações médicas, né?

Após vários sintomas, que incluíam dores no peito, entre outros, marquei uma consulta médica. Fui à gastroenterologista ouvir o que eu já sabia: era uma crise de refluxo. Saí de lá com uma receita na mão e recomendações sobre restrições alimentares e de comportamento.

Não muito distante daquele dia (no dia anterior, para ser mais exata), uma enorme dor no corpo me impedia de levantar da cama.  Era um combo, no melhor estilo video-game, de sinusite e faringite. Mais uma vez uma consulta, uma receita e recomendações médicas. Dois dias em casa de repouso, para recurar o corpo e uma advertência que também já era conhecida: é normal ficar meio baqueada tomando antibióticos.

Até aí TUDO BEM!

Todo dia um 7 a 1 diferente

Voltei da consulta com a otorrino e comecei a tomar a medicação indicada. No primeiro dia, meu corpo doía demais para perceber o efeito dos remédios. Já no segundo dia, a dor no corpo diminuíra, porém um enorme cansaço e fraqueza me derrubavam física e emocionalmente. Até que chegou o terceiro dia e a moleza não diminuía. O quarto dia trouxe (além da fraqueza) a visão turva e uma sensação horrível de estar fora do meu próprio corpo. Já no quinto dia, uma agitação imensa começou a ocorrer. Imaginem a combinação de um corpo mole, fraco e desanimado, com a sensação de agitação, ansiedade. É como um idoso de 98 anos com uma descarga absurda de endorfina.

Bancando Sherlock  Holmes

Já no sexto dia de medicação, tive a grande ideia de ler a bula dos remédios que estava tomando, para conferir se podia haver alguma interação entre eles. Eu havia lido separadamente as partes que falavam sobre dosagens e reações adversas, mas não havia cruzado os fatos ainda. Quando lia a terceira bula BINGO! O antibiótico agravava uma reação adversa de um dos remédios que estava tomando para o tratamento do refluxo. Como uma boa paciente, liguei para a gastroenterologista e, com seu aval, suspendi imediatamente o remédio que causava interação perigosa com o antibiótico.

Depois dessa péssima experiência com os fármacos, pude concluir algumas coisinhas.

1 – Quando for se consultar, informe seu médico

Se você está tomando alguma medicação e vai começar a tomar outra, informe ao seu médico. Eu informei à minha, mas ela não se atentou, ou então pensou que a interação não seria tão maléfica (mas foi). Manter seu médico informado sobre o que está ingerindo e quais são seus hábitos permite que ele escolha o melhor tratamento para você naquele momento. Se você toma remédios demais ou mesmo tem medo de esquecer, anote o nome dos medicamentos que está fazendo uso e leve para sua consulta médica.

2 – Anote tudo que puder

Faça um diário dos sintomas e em que momento eles apareceram. Se você sente dor no peito logo após ingerir uma medicamento ou se alimentar, por exemplo, anote e reporte isso ao seu médico. É importante que o médico compreenda como e quando os sintomas acontecem. Muitas vezes sequer conseguimos explicar como é uma dor que estamos sentindo, portanto, é importante reunir o máximo de informações possíveis, já que o médico não é capaz de sentir o que sentimos, nem está conosco 24 horas por dia. Anotar tudo, não só é melhor para que o médico compreenda o cenário, como poupa tempo da sua consulta, deixando-a mais objetiva e prática.

3 – Leia a bula do remédio SEMPRE

Ler a bula é essencial para que você compreenda que medicamento está ingerindo, quais efeitos ele pode causar, com que medicamentos ele interage. Se eu não tivesse lido a bula, provavelmente ainda estaria passando mal.

4 – Sempre procure orientação médica

Sempre procure orientação médica antes de ingerir qualquer medicamento. Há medicações que não podem ser interrompidas de repente enquanto outras precisam de remédios de apoio para serem ingeridas. Procure orientação de um bom médico.

5 – Médicos não são deuses

Se você não está se sentindo bem ao tomar uma medicação, questione. Converse com seu médico, ele não é uma autoridade suprema que não pode ser questionada. Ele é um profissional que está ali para te orientar e tratar um problema. Entretanto, médicos também erram. Eles também passam receitas erradas ou recomendam tratamentos que não funcionam. Como qualquer outro profissional, eles não são perfeitos. Portanto, se algo parecer suspeito, questione, converse, duvide.

Espero que tenha ajudado com esse pequeno grande relato. Boa saúde a todos! Se você gostou deste texto, compartilhe. Informação boa é informação compartilhada! 😉

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