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Você não sabe ler de verdade: raciocínio lógico, zona de conforto e literatura.

Ler

verbo transitivo direto e intransitivo

percorrer com a visão (palavra, frase, texto), decifrando-o por uma relação estabelecida entre as sequências dos sinais gráficos escritos e os significados próprios de uma língua natural.

Essa é a definição do Google para o verbo ler. E talvez você ache que este vai ser mais um artigo sobre leitura e como você deveria ler 1 livro por semana. E eu já te adianto que não.

Este é um artigo. Então se você tem preguiça de ler, pode sair, sem ressentimentos.

Mas eu preciso colocar minha cabeça nesse artigo. Meus pensamentos, ideias e, principalmente, minha experiência.

Eu cursei Biblioteconomia. Isto quer dizer, de maneira resumida, que eu estou apta para lidar com a informação em todas as suas etapas. Desde o momento em que ela é gerada até o momento em que alguém quer recuperá-la. Seja um usuário buscando um livro na biblioteca, seja um CEO querendo ver os dados sobre o consumo do seu produto para tomar uma decisão estratégica.

Eu tenho um perfil misto. Ouso dizer, sem modéstia, que nasci pra empreender, pela amplitude das minhas habilidades. Eu consigo ser extremamente criativa, editar vídeos no Adobe Premiere, mas também tenho um comportamento auditor. Ao mesmo tempo, adoro fazer projeções de gastos e planos. E foi por ter esse tipo de perfil, acabei não me tornando uma especialista. Eu não sou a programadora que virou CTO numa empresa. Eu não sou a Técnica em Desenho Industrial que fez Engenharia e passou no Trainee e já emendou uma pós.

Ao contrário, eu sei analisar dados, programar um pouquinho, domino bem tecnologias e tenho facilidade de aprendizado. Sou ótima para organizar ideias e informações da cabeça, costuro e faço crochê. Cozinho bem e administro a rotina doméstica, que envolve planejar refeições, fazer supermercado, coordenar (e fazer) limpeza da casa, fazer pesquisa de compra de itens domésticos, contabilidade pessoal e do casal, além de mais outras mil atividades. No trabalho, eu atuo como um tipo de síndica do meu trabalho. De seguro predial, passando por coordenação e organização de eventos, incluindo a logística de lanches para os funcionários? Estou eu lá pra resolver.

Quando surgiu o Ficou Ótimo, eu tinha mais vontade de empreender e mudar a vida das pessoas do que de exercer uma atividade muito específica. E eu me admiro muito com a capacidade que as pessoas têm de se prender a ideias ou áreas tão específicas como “auditoria de seguros prediais”. Eu nunca fui assim. Eu acho tudo maravilhoso e me interesso por marketing, planejamento financeiro, organização pessoal, planejamento estratégico, vendas, tecnologia, banco de dados e mais todas as outras áreas de uma empresa.

Só que eu queria um diploma. Esse era um grande desejo. Eu achei que seria alguém quando tivesse um diploma e fiz 4 anos de graduação para isso. Concluído. Peguei meu diploma.

E agora?

Durante a minha graduação passamos por um momento histórico para o país que foi desde a reeleição da Presidenta Dilma Roussef, marcada por inúmeros protestos até seu Impeachment. E eu cito este fato pela importância que enxerguei naquela época, que é o tema central deste artigo.

As pessoas não sabem ler!

E por que eu digo isso? Porque eu escolhi um lado político na época. Escolhi um lado, caí na luta política do Facebook e….

PASSEI VERGONHA!

Passei vergonha porque na época eu me agarrei à Dilma como símbolo do feminismo. Me agarrei ao PT como símbolo das minorias pobres. E tomada pelo mito do herói, me ceguei para os pontos chaves da leitura. Eu discuti sem bons argumentos. Discuti sem lógica, nexo, sem nenhuma coerência.

Começando um longo parêntese agora, preciso dizer porque afirmei acima que as pessoas não sabem ler.

Eu comecei este artigo citando a definição do verbo ler. E esta definição é importante, devido a um trecho bem específico, que vou recolocar aqui embaixo:

“significados próprios de uma língua natural”.

E aqui eu vou deixar a página da Wikipedia para a Teoria do Significado, para quem quiser se aprofundar, mas resumindo:

Significado é a estrutura semântica que representa um signo. Desenhando, é assim:

Você pensa em uma cadeira. O signo é a cadeira. O significado é a estrutura que é um objeto, feito de material (podendo ser rígido ou não) com apoio para a lombar e etc. Não vou me aprofundar, só queria que você não saísse correndo do texto por ter termos técnicos demais.

Voltando à definição do verbo “ler”, quando dizemos “significados próprios de uma língua natural”, estamos atribuindo um contexto ao significado. Então, cadeira só faz sentido na Língua Portuguesa, já que na Língua Inglesa, o conceito de cadeira é representado pela palavra “chair”.

Dentro da estrutura de uma língua, seja ela qual for, temos estruturas semânticas (sobre sentido dos elementos entre si) e estruturas sintáticas (função e papel das palavras em uma estrutura). A semântica e a sintaxe são elementos gramaticais e a gramática é uma área de estudo de uma língua. Diferente de um movimento literário, por exemplo. Os movimentos literários fazem parte de outra área, que é a literatura.

Quando você pensa em leitura, eu aposto que te vêm duas coisas à mente:

1 – Machado de Assis;

2 – Qualquer livro de autoajuda de autor recém descoberto que você viu na livraria.

E eu não vou te julgar, porque as pessoas deturparam o sentido da leitura.

Dizem que ler faz bem. Dizem “quem lê muito, escreve bem”. Dizem: “eu li 52 livros esse ano”.

Mas ninguém diz o que importa de verdade, que é: você acha que sim, mas não leu a maioria das palavras que passaram pelos seus olhos.

Durante os 15 anos que fiquei na escola aprendi sobre diversas estruturas, dentre elas, os advérbios. Que nome bonito! Que forma bonita de dizer que a pessoa faz algo rápido (rapidamente) ou que me surpreendeu (surpreendentemente).

Hoje, aos 30 anos, eu trocaria 90% do conhecimento que tive de gramática pelas aulas de literatura que me ensinavam a interpretar charges, figuras e tirinhas e acrescentaria raciocínio lógico. Isto é a estrutura de uma leitura de verdade.

São as aulas de literatura com suas questões de “analise a tirinha abaixo” que te capacitam para não ser mais um ignorante no meio da multidão. Era esse modelo de aula que te fazia extrair (olha a minha área entrando aqui) a informação que você precisa. É a aula de literatura que te faz compreender, que é o único objetivo que faz sentido ao se consumir qualquer tipo de informação.

E aqui faço uma pausa para as poesias. Porque você pode pensar que há leitura sem necessariamente aprender alguma coisa, mas repetindo, é sobre compreender. Quando você lê a poesia, você a compreende em dois níveis. No primeiro, compreende o que a autora quis dizer, de acordo com a sua percepção. Na segunda etapa da compreensão, você entende que aquilo é profundo porque ressoa com algo dentro de você.

Voltando à estrutura de uma leitura digna, vou encurtar a conversa, já que boa parte do meu ponto foi mostrado.

E aqui eu introduzo o MEU conceito do que é, de fato, ler.

Ler é o ato de traduzir uma mensagem com o sentido mais próximo possível da intenção do emissor.

E o conflito aqui é entender que a maior parte das pessoas não lê. Elas procuram elementos na leitura que confirmem seus pontos de vista ou não te tirem tanto da zona de conforto.

Quando eu discutia política e passava vergonha, era este tipo exato de leitora: a que procurava só os pontos que pudessem provar a minha tese. E funciona assim: você já tem uma tese montada. Talvez sua tese hoje seja de que mulher não trabalha tão bem quanto o homem. Talvez sua tese seja que os livros são melhores que os computadores para procurar informação. A tese não importa. Importa se você usa a leitura para se desprender da relação tóxica com a sua tese ou se somente se preocupa em confirmá-la.

Quando a gente é este tipo de leitor (o que só quer confirmar a própria visão), acontece um fenômeno muito comum que é a dissonância cognitiva. A dissonância cognitiva é quando um indivíduo tem uma opinião sobre um tema, mas começa a se contradizer, porque quer tanto provar um ponto, que seleciona informações e emite argumentos/opiniões que refutam sua ideia original . Então o João acha que quem come laranja fica doente. Mas aí, em uma discussão, ele quer tanto, mas tanto provar o ponto dele, que ele pega um artigo pra provar o ponto dele e coloca lá no grupo do zap da família. Só que o o artigo que ele usou pra provar seu ponto, diz que foi observado que as pessoas que comiam laranja ficavam doentes, mas que não foi por causa da laranja. Só que o João quer muito provar que tá certo, e quer tentar provar (com um argumento contraditório) que está certo e ponto final.

E aí, quando acontece a dissonância, o indivíduo entra em negação, sendo refém das próprias armadilhas. Agora, dito isto, te pergunto: você já presenciou alguma discussão política onde as pessoas ficaram completamente irracionais? Pois é, possivelmente uma boa parte disso é por causa da dissonância. Eu mesma já sofri dissonância cognitiva diversas vezes quando discutia política há alguns anos atrás.

Retomando agora o tópico da estrutura de uma verdadeira leitura e o que ela deve realmente representar, destaco aqui uma disciplina muito comum em concursos públicos e que costuma ser o terror dos concurseiros: o raciocínio lógico.

Até pouco tempo atrás, eu era uma pessoa completamente irracional. Meus argumentos não faziam sentido e, se eu parasse (hoje) para ler o que escrevia antes, provavelmente teria muita vergonha.

O raciocínio lógico é a disciplina que estuda a relação dos fatos lógicos, argumentos e etc. Deixo aqui de novo o link da Wikipedia, caso você queira se aprofundar no assunto. Clique aqui!

Você provavelmente já ouviu a frase: “Isso não tem lógica”. Geralmente essa frase é aplicada para situações absurdas, que não tem relação ou sentido algum. E aí eu entro em mais dois conceitos (calma que já tá quase acabando o artigo, minha bonificada).

Sentido: encadeamento coerente de coisas ou fatos; lógica, cabimento.

Quando falamos em lógica, falamos de relações lógicas. E este não e´ um tema que vou expandir aqui para que o artigo não fique ainda maior, mas é basicamente a coerência e a maneira como os elementos se relacionam nas estruturas. Ser coerente é fazer sentido, é ser lógico, ser racional.

O sentido não pode ser subjetivo. Ele não está associado ao seu ou meu contexto. O sentido deve ser coerente. Mas o que acontece é que normalmente as pessoas alteram o sentido das estruturas quando as leem. Quer um exemplo? Volte algumas frases acima e veja novamente sobre dissonância cognitiva.

O outro conceito é a relação. A relação aqui é no estrito sentido da palavra, de estabelecer relacionamento. Se eu juntar as palavras cadeira e menina não há relação alguma, mas se eu disser “a menina está sentada na cadeira” foi estabelecida uma relação entre a menina e a cadeira.

Existem diversas relações e estudamos sobre elas naquela parte da gramática que você provavelmente abomina: as orações subordinadas. Tem oração subordinada substantiva, oração subordinada adjetiva. Tem oração subordinada adverbial causal. Cada uma dessas orações nos ensina um tipo de relação entre uma sentença e outra. Entre um período e outro, para ser mais precisa. >>Se você não se lembra o que é um período, mas já chegou até aqui no artigo, dá um Google, vai?<<

Estas relações são a base para nossa compreensão das informações em uma estrutura. Quando digo estrutura quero dizer sobre períodos, frases, parágrafos, textos, tirinhas e qualquer lugar onde há algum tipo de comunicação ou de intenção de comunicação.

Quando não aprendemos corretamente sobre o sentido e sobre as relações, isso afeta nossa capacidade de compreensão e adivinhe só: reduz a pó nossa capacidade de extrair a informação pura.

O que eu chamo de informação pura é a informação mais próxima que o autor da mensagem (seja ela em texto, áudio, vídeo, etc) quis passar. Se eu digo que a uva é azul, eu não quero que você compreenda que ela é azul turquesa. Não quero que você pense que a uva é verde, quero que você entenda que a uva é azul. Nada mais, nada menos que isso.

Quando a comunicação é distorcida a ponto de não conseguirmos extrair informações puras de uma mensagem, o processo de leitura fracassou.

Além da compreensão, há também a exposição à informação.

É comum que, ao procurar por uma informação, seja em uma busca do Google, seja buscando por um livro em uma biblioteca, que a gente selecione somente informações que provam nossas suspeitas, que reafirmem nossas teses. Se eu procuro uma informação na internet, mas já tenho uma suspeita, vou me sentir muito mais confortável se encontrar informações que reforcem essa minha suspeita.

É normal que a gente busque por conforto. Como seres biológicos, evoluímos para poupar energia. Não é nenhuma vergonha, ao contrário do que muitos coachs sem noção falam por aí. Porém, a mesma zona de conforto que te deixa seguro, te prende e te impede de evoluir. E é exatamente por isso que você precisa buscar informações que confrontem os seus conhecimentos.

Quando confrontamos nossos conhecimentos somos forçados a pensar, refletir e gerar novas ideias. Quando confrontamos o que sabemos, somos obrigados a pensar em novas soluções. O mundo só evolui a partir de reflexões, de novas ideias e consequentemente, de novas ações.

Parece papo de coach motivacional mas a informação que causar mais desconforto provavelmente é a que vai te fazer evoluir mais. Uma informação que me causou muito desconforto, mas que me fez acordar pra vida foi: faculdade não garante emprego. Foi duro saber isso? Foi! Mas antes tarde do que nunca.

Se você leu até aqui, tenho que te avisar que sou péssima em conclusões. Então, vou fazer o meu melhor.

Depois de todo o desenvolvimento do raciocínio do porquê eu acredito que a maior parte da população brasileira que foi alfabetizada não sabe ler, eu gostaria de recapitular alguns pontos, para fixar melhor todas essas ideias.

Ponto 1 – Ler é sobre compreender, não sobre engolir palavra. Se você não compreende o que lê, seu processo de leitura está seriamente comprometido.

Ponto 2 – Para compreender você precisa dominar literatura, raciocínio lógico e orações subordinadas

Ponto 3 – A leitura só faz sentido se trouxer informação pura.

Ponto 4 – A informação pura é o mais próximo possível do que se pode chegar da mensagem que o emissor quis passar

Ponto 5 – A informação que te faz progredir é a que te confronta. Quanto mais “atrevida” uma informação, melhor vai ser para seu processo de aprendizado

E por último (e o mais importante):

Nunca é tarde para aprender a ler de verdade. Não queira ler 52 livros por ano. Queira entender uma frase por completo.

Uma frase bem compreendida é mais poderosa do que uma biblioteca de superficialidades.

Um beijo lógico, cheio de informação pura pra você que chegou até aqui! Meu muito obrigada!

5 verdades sobre aprender online

Muita gente adora o mundo online. Acha que o online dá liberdade, que é um soltar de amarras no meio de tanto engessamento na vida. Mas há uma parte que as pessoas não te contam, que são as verdades sobre como é aprender e estudar na internet. Na internet, ainda que você esteja fazendo faculdade, tudo é POR SUA CONTA. E aí que mora o perigo. Mas eu vim te ajudar com essas verdades que você deve ter em mente antes de se matricular em algum curso na Internet.


1 – Você precisa marcar horário para assistir as aulas

Esse negócio de “vou ver assim que liberar um tempinho” não funciona e você sabe disso. É melhor você marcar um horário fixo, como acontece nas faculdades presenciais, ou como acontecia na sua escola. Criar um compromisso é muito importante, pois é o pontapé inicial para que você possa concluí-lo.


2 – Se inscrever em um curso não vai fazer com que você entenda do assunto

É aquela velha piada de “Uai, eu já me matriculei na academia, também preciso IR pra poder emagrecer?”. Você pode achar que é brincadeira, mas nosso cérebro entende que, quando você compra um conteúdo, você já concluiu uma parte daquela missão e ele meio que se dá por satisfeito com isso.E isso é um perigo, porque você passa a ser um acumulador de materiais online, mas não faz nada com isso. Se matricule em poucos cursos, mas faça todos.


3 – Seu cérebro não é confiável. Aceite isso e comece a anotar as informações

Querer confiar na nossa cabeça para guardar informações é um ato de vaidade que todos temos. E a diferença entre pessoas que conseguem parar com o ciclo vicioso de só acumular informação de maneira compulsiva e as que conseguem aprender assuntos de verdade, é que uma não anota e a outra sim.Anotar é aliviar sua cabeça para ela fazer o que sabe melhor: raciocinar. Você pode anotar em um caderno, um bloco de notas, vários post-its ou em uma ferramenta online (eu uso o Evernote). O importante é você saber que precisa ANOTAR e não só assistir às aulas, ler os livros, etc.


4 – Se você tá com fome, você come a coxinha fria mesmo.

Não espere esquentar (ter ânimo) para assistir/estudar o que precisa.
A necessidade é a mãe da ação. Lembra daquela frase da sua mãe “fome é de qualquer coisa, tem comida na geladeira”?Ela dizia isso quando você falava que estava com fome, mas não queria comer comida. Porque sua mãe sabia que NÃO ERA FOME, era só vontade de comer. Você comprou seu curso e agora a necessidade é começar a ver as aulas. E você não pode esperar que os planetas se alinhem, que o dia esteja bonito, que o vizinho não esqueça o alarme do carro ligado e mais um monte de fatores pra concluir seu curso.Levanta e fala: “ok, eu não to afim, eu to puto pra caramba, mas eu vou ver essa porcaria dessa aula”. E repete isso todo dia até concluir. A coragem é reforçada quando você faz atitudes que não queria. Eu sei disso, porque sempre me sinto mais forte quando concluo tarefas que eu estava esperando o momento ideal para fazê-las.

5 – Se comprometa e VIVA o compromisso

Se você decidiu o horário, ligou o computador e deu play na aula, faz isso direito.Não senta na cama e liga a TV de fundo não.Senta na mesa da sua casa, desliga tudo e avisa pra galera que mora com você: “Ow, eu vou ver uma aula agora, blz? Vou estar indisponível nas próximas 2 horas”. Crie um ambiente para que sua cabeça entenda que aquele é um momento de aprendizado. E não precisa ser chato, só não precisa ser de qualquer jeito, com uma postura toda torta, com cachorro passando na frente e etc.

Estes ensinamentos eu aprendi com o curso Reaprendizagem Criativa do Murilo Gun, que é um especialista em criatividade, além de já ter sido empresário de tecnologia entre outras mil coisas. Ele busca revolucionar o aprendizado e eu acredito muito nisso.
O mundo online é maravilhoso, mas ele não faz nada sozinho, a gente tem que cooperar.
Um pão de queijo quentinho pra você.

Como evitar as temidas Fake News?

Oi meu nome é Samara, tenho 14 anos (Teria se estivesse viva).

Se você tem mais de 25 anos com certeza já viu essa corrente no Orkut. Se você não tem mais que 25 anos joga essa frase no Google e você verá quantas vezes essa frase aparece repetida em diversos sites, fóruns e qualquer outro lugar onde há espaço para escrever. Isto foi uma uma corrente muito repassada na época do Orkut. Correntes são só mais uma forma de Fake News e devem ser evitadas, principalmente pela velocidade com a qual são compartilhadas.

Mas antes de tudo, what the fuck são as chamadas “Fake News”?

Fake News são notíficas falsas. Simples, direto e objetivo.

Mas porque elas são tão divulgadas, o que comem, onde vivem? Hoje, no Glob…mentira! Elas são facilmente compartilháveis justamente por parecerem verdade, em sua maioria. As Fake News são textos que usam de gatilhos emocionais e instintivos das pessoas para serem compartilhadas.

Mas o que são gatilhos emocionais? São atitudes, informações ou ações que literalmente disparam um gatilho, ou seja, fazem com que tenhamos uma reação impulsiva, animalesca, na maioria das vezes.

Os dois maiores gatilhos emocionais que são ativados quando alguém é atingido por uma Fake News são:

Medo de reter uma informação importante – tudo que não compreendemos bem nos dá medo. Quando não compreendemos bem uma informação, mas vemos que ela pode causar danos se não for compartilhada, isso nos faz ter o impulso de passar a informação pra frente. Nós morremos de medo de sermos responsáveis, caso aconteça algo com alguém que não ficou sabendo daquela notícia. Mesmo que ela seja falsa. Afinal de contas, porque foi que você não me avisou que isso ia acontecer, se você sabia há vários dias?

Urgência – sabe a história de “na dúvida, leva um casaquinho? É a mesma coisa aqui. O mesmo modelo de pensamento. Quando recebemos uma notícia e não enxergamos potencial para que ela cause estragos, repassamos, porque que mal tem, não é mesmo? É melhor compartilhar, porque se for verdade, eu já passei pra frente, aleluia, ufa!

Esses dois gatilhos emocionais são interdependentes. E eles tem um alto potencial de causar danos quando acontecem juntos. E quase sempre eles acontecem juntos!

Então funciona mais ou menos assim: a Tia Maria recebe um mensagem no Whatsapp. A mensagem era sobre bandidos estarem atirando ovos no para-brisa de carros para prejudicar a visão dos motoristas e assim aplicar um golpe. E pra evitar cair nesse golpe, é melhor que os motoristas passem óleo de cozinha no para-brisas. Isso tudo te pareceu um absurdo? Mas vai que é verdade né? Que que tem passar um oleozinho no carro?

É exatamente assim que pensa alguém que compartilha uma Fake News. Quem encaminhou a mensagem foi a Mariene, sobrinha da Tia Maria. Ela nem questionou se era confiável. Leu e passou pra frente. Tia Maria tinha medo E urgência.

E com várias mensagens destas sendo compartilhadas constantemente, as pessoas tomam medidas desnecessárias (como passar óleo de cozinha no para-brisas) e talvez até perigosas.

OK, Raissa, você me convenceu. Eu preciso combater esse comportamento impulsivo. Mas me ajuda, eu não sei identificar uma notícia falsa. Eu fico perdido. São muitas informações, muitas notificações.

Eu te ajudo!

O primeiro passo é identificar uma Fake News. Para identificar uma Fake News, precisamos olhar alguns detalhes. São eles:

Fonte

Sua obrinha é uma fofa, uma gracinha de pessoa, quer o bem de todo mundo, mas ela compartilhar uma mensagem não faz com que a informação compartilhada seja verdadeira. Ela pode estar compartilhando uma noticia falsa. Acontece com qualquer um. Então, antes de passar a notícia pra frente, que tal checar pra ver se é verdade?

Veículo

Eu sei que ao falar isso parece que a Internet é um lugar de gente maluca onde não se pode confiar em nada. E é exatamente isso que eu quero dizer. Se tem uma coisa que a informação em larga escala trouxe foi a comunicação de pessoas de destaque através de mídias sociais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se comunica e faz anúncios oficiais pelo Twitter, por exemplo. Isso parece absurdo, mas é um ponto de apoio. É um veículo onde podemos conferir se aquela personalidade realmente disse algo ou não. Recebeu uma notícia falando que a Ana Maria Braga falou um absurdo no Twitter? Entra lá no Twitter e vá direto à fonte: o perfil dela.

Na Internet há muita gente que quer causar o caos. Verificar uma mensagem direto na ferramenta onde ela foi publicada é um artifício muito útil para conferir se a informação foi mesmo publicada por quem dizem que foi.

Autoria

Sites de notícias não confiáveis tendem a escrever artigos sem autoria, ou seja, não identificam um jornalista ou personalidade para o texto escrito. Se o site esconder ou deixar de informar o nome do autor do artigo (ou da notícia), sinal vermelho! Melhor procurar se a informação é verdade ou se foi confirmada por um veículo mais confiável.

Incentivo ao compartilhamento

Se a mensagem te incentiva a passar a informação pra frente, atenção! É um forte indício de que é uma mensagem viral e uma grande chance de que seja uma notícia falsa.

Não tenha preguiça de pesquisar

Você não vai gastar mais do que 10 minutos para conferir na internet se uma mensagem é falsa e cá pra nós, você deixar de compartilhar uma mensagem por 10 minutos não é nenhum desastre né? Nós temos que aprender a ter mais calma, agir com mais inteligência emocional antes de sairmos por aí igual uns loucos compartilhando tudo rapidamente, sem nem ler direito o que está escrito. Para pesquisar, algumas dicas ajudam bastante como pesquisar se a notícia também foi compartilhada por grandes veículos (jornais ou instituições reconhecidas nacional ou internacionalmente).

Ajudinha extra

Hoje já temos alguns sites muito úteis que nos ajudam a verificar se um fato é verdade ou mentira. Um deles, que eu gosto bastante, é o E-farsas.

Assuma sua responsabilidade de ser um Fake Sharer

É duro falar isso, mas se você anda repassando notícias sem se atentar para estes tópicos que falei acima, você é um forte candidato a Fake Sharer. Esse é um termo que eu acabei de inventar, mas que quer dizer “Compartilhador de Mentiras”. Portanto, assuma sua posição. Sabe aquela história de que “quem omite também tem culpa no cartório”? Pois é, a regra vale pra isso aqui também.

Combater as Fake News não é uma tarefa fácil como é passar pra frente este tipo de informação, mas é algo que devemos tentar melhorar a cada dia. Afinal, a internet é um campo onde estamos presentes online, com nossas contas, nossos nomes. Tudo que fazemos é nossa responsabilidade e devemos ter consciência de agirmos como cidadãos conscientes também no ambiente digital.

Se você tem alguma dúvida, sugestão ou comentário sobre este tema, me fala, vamos trocar uma ideia e construir um mundo digital melhor.

Precisamos transformar a maneira como lidamos com a informação no meio digital

O Ficou Ótimo surgiu da ideia de otimizar pequenas tarefas de rotina, melhorar o tempo de execução. Mas algo veio falando mais alto dentro de mim. Eu queria transformar a relação das pessoas com o informação no ambiente digital. E durante dois anos eu acreditei que as pessoas não fossem se interessar por isso, que eu só estava tentando justificar minha graduação, mas quer saber?

Eu continuo tentando.

Assim, o Ficou Ótimo se transformou no primeiro negócio que se preocupa em organizar sua vida digital, mas mais do que isso. Ele é a execução do sonho de fazer com que a consciência digital seja disseminada.

Em uma sociedade onde poucos alcançaram o status de cidadãos conscientes, que belo desafio pensar em conscientizar as pessoas sobre como elas devem se tornar conscientes de seus papéis como indivíduos digitais, hã?

Sendo assim, prefiro tentar. Certa de que enquanto eu estiver de passagem neste mundo, contribuo para que cada indivíduo que tenha contato com o Ficou Ótimo aprenda a organizar suas informações, criar a responsabilidade com os dados pessoais e usar a internet, ao invés de ser usado por ela.

Eu gostaria de ter prontas todas as fórmulas para que as pessoas possam se conscientizar como produtoras de conteúdo ao mesmo tempo em que o consomem. Aliás, você já parou pra pensar nisso? Que você não é um mero consumidor de conteúdo, mas também um produtor? Eu penso, todos os dias. E acho caótica a maneira como a informação ocupou cada sala de estar, cada quarto apertado, através de um smartphone.

É como se livros e livros fossem entregues pela transportadora, e a cada dia chegam novos volumes, novas coleções. E você coloca onde dá, onde cabe. E para completar a metáfora, antes, onde existiam poucos autores que chegavam ao conhecimento do público, hoje chegam vários. Isso é incrível, mas assustador.

Nosso papel é rever a forma como consumimos, produzimos e interagimos com a informação no mundo online. Assim como devemos fazer com as leis, com as praças públicas e com as pessoas. Há regras para lidar com o patrimônio público, mas não há tantas regras para lidar com a informação na internet. É tudo muito novo, tudo está nascendo.

A lição que eu tiro disso tudo é que enquanto houver tecnologia haverá informação. E enquanto houver informação, estarei aqui, tentando dar a mão aos que querem navegar neste mar informacional.

Não existe mulher produtiva sem divisão justa de tarefas domésticas

Para ser produtiva, você tem que dividir duas coisas com seu (ou sua) companheiro(a):

1️⃣A execução das tarefas

Lavar louça é simples, lavar roupas é simples. Ir ao supermercado é simples. Aqui em casa dividimos as tarefas baseado no número de horas de trabalho de cada um. Em geral, o maridóvsky trabalha mais horas por dia, já que ele é da TI e eu sou funcionária pública. Meu horário é mais regular, então compenso em tarefas domésticas. Assim fica tudo equilibrado.


2️⃣ A gestão das tarefas


Porém, poucas pessoas param pra pensar que antes de ser executada, uma tarefa tem que ser PENSADA, ORGANIZADA e PLANEJADA. E isso toma muito tempo.
Para ir ao supermercado, você tem que saber quais refeições vai fazer na semana (ou no mês) inteiro. Listar os ingredientes que vai precisar e depois disso, pensar nas quantidades.
Essa sim é a maior parte do trabalho. Ir lá e achar o setor de enlatados é facinho facinho perto de todo o trabalho que você teve que fazer antes.
Dividir a gestão das tarefas é uma atividade que pouca gente sequer percebe que tem que fazer, e que QUASE SEMPRE não é dividia, ficando sempre nas costas da mulher.

Se você conhece alguma mana que precisa ler esse post pra se tocar de que ela tá sobrecarregada, marca ela aqui, ou então, pra ser mais discreta, compartilha o post com ela por mensagem.
🙋🏼‍♀️🙋🏿‍♀️🙋🏽‍♀️🙋🏻‍♀️ Vamos ajudar as manas a serem mais produtivas, tirando a carga que não deveria ser delas!💪🏻

Saia um pouco do Instagram nessa quarentena

Quando tirei essa foto estava ansiosa. E eu percebi o que foi que causou isso tudo: o Instagram. Percebi que nos dias em que não escolho tarefas para fazer, me sinto perdida, com dificuldade para escolher uma atividade e acabo indo automaticamente para o Instagram. Vou abrindo as fotos, lendo as legendas, mas só passando o olho.

Parece que espero encontrar algo que ainda não sei o que é.Parei pra pensar e era o sucesso. O sucesso do meu perfil. O famoso dia em que eu vou poder viver de ajudar as pessoas com otimização de rotinas e produtividade. E eu estou postando isso aqui pra você ver que suas crises não são sozinhas. Escrevo esse texto para que você possa ter a certeza de que você não fica ansiosa “a toa” e nada do que você sente pode ser classificado como inútil.

Eu sofro, como qualquer outra pessoa. Sofro ansiedade, tinha crises de me entupir de doce, até meu estômago ficar enjoado. Nesse dia mesmo comi uma lata de leite condensado. Isso não era comum há alguns meses, voltou a ser com a quarentena. É difícil encarar um período assim, em que não se pode abraçar seus pais, ou sair para caminhar.

E pensar que muitas vezes, durante a rotina e o cansaço do trabalho eu pensei “não queria ir lá hoje, estou tão cansada”. E não fui!

A vida tem dessas coisas: fazer com que a gente altere completamente a percepção de uma situação, mudando um contexto aqui ou ali.No empreendedorismo não é diferente. Num dia sou grata por ter um emprego, que me financia até que eu busque meus sonhos e consiga viver como consultora em otimização. Já por outro lado, em alguns dias me canso, me frustro e me entristeço por ainda não ter chegado lá.

O que eu consigo pensar agora é largar o Instagram de lado um pouco. Usá-lo mais como produtora de conteúdo do que como consumidora. São as pequenas ações que nos ajudam. Têm de ser.

Se você tem se percebido assim nestes últimos dias, saia destes mecanismos que te fazem treinar um comportamento acelerado, como rolar o feed ou ler rápido demais.

E lembre-se: tá tudo bem não estar tudo bem!

Beijos! Fiquem bem na quarentena! ❤

Mas afinal de contas, o que é produtividade?

Em 2017 em me vi como a maioria das pessoas que se formam na faculdade: desempregada. Trabalho desde os 17 anos e comecei a trabalhar para ter independência financeira dos meus pais. Ficar desempregada nunca tinha sido uma realidade, mas foi. E eu perdi as contas de quantas vezes chorei nessa época de desespero por ter que depender financeiramente de outra pessoa que não eu mesma.

Naquela época eu morava na casa da minha mãe, junto com meu marido. Por falta de grana, fomos morar na casa do meu pai e depois passamos um tempo morando na casa da minha mãe. E meu marido, que era meu namorado na época, foi quem me deu suporte financeiro até que eu conseguisse um trabalho. Por sorte, destino e competência, não demorou para que eu conseguisse um trabalho, tendo ficado 1 mês e meio desempregada. Até que apareceu uma oportunidade para levantar uma graninha…

Fui chamada para ser ASSESSORA DE NEGÓCIOS de um grande negócio digital de evolução pessoal. Eu fazia a parte burocrática, operacional uma parte da estratégica, para que a dona do negócio, pudesse ter mais tempo livre para se especializar no assunto que ela deveria dominar: o autoconhecimento e evolução pessoal. Durante essa assessoria, eu resolvi pepinos dos mais variados possíveis, incluindo a organização de um evento presencial em São Paulo, mesmo fazendo tudo da minha casa, em Belo Horizonte.

Mas eu tinha um desejo e um plano. E o plano não envolvia continuar como assessora daquele negócio!

Eu precisava de conforto financeiro durante um tempo para começar e alavancar meu negócio pessoal, o Ficou Ótimo. Pra isso, eu tracei um plano que consistia em basicamente dois passos: passar em um concurso que me desse uma boa remuneração e assim que entrasse no concurso, começar o Ficou Ótimo.

O Ficou Ótimo era uma ideia abstrata de otimização pessoal, focado em rotinas e hábitos. Mas na época eu ainda pensava que ninguém gostaria disso e que o negócio poderia ser um grande fracasso. Mas alguma coisa me fazia sempre insistir. E assim eu fiz!

Sentei e analise, então, os concursos que eu poderia fazer e um deles tinha acabado de abrir o Edital (documento de referência com todas as informações sobre o concurso). A prova seria em 2 meses e era uma boa oportunidade. Boa o suficiente para eu achar que não poderia deixar passar. Mas eram só 2 meses e eu tinha medo, muito medo.

Depois de ler o Edital eu percebi que meu tempo estava contado e eu não podia fazer muito a respeito, a não ser uma coisa: ser extremamente produtiva. Eu tinha pressa e precisava muito daquele concurso, pois só assim eu conseguiria colocar meu plano de botar o Ficou Ótimo pra funcionar, enquanto tinha um emprego estável.

Eu só tinha 2 meses para passar no concurso e eu precisava ser produtiva!

As pessoas costumam associar produtividade com fazer muito em pouco tempo e eu discordo disso. A produtividade é, na minha visão, a capacidade que você tem de aproveitar, da melhor maneira possível, alguma coisa. Pode ser um período de tempo medido em horas ou mesmo a leitura de um livro. Produtividade é a característica de ser produtivo, que é, nada mais nada menos, que aproveitar, tirar proveito, ou seja, a capacidade de produzir. Produzir é criar, realizar, gerar, é ser fértil! É com essa explicação sobre produtividade que eu gosto de trabalhar.

Voltando ao concurso, eu precisava ser produtiva. Precisava ter o máximo de produtividade, num prazo curtíssimo: 2 meses. E como diachos eu iria fazer isso?

Quando as pessoas decidem estudar, elas confiam pouco nas suas próprias capacidades, o que as faz já começarem a estudar da maneira que eu acho mais errada possível: pelo básico da teoria.

Mas foi trazendo conceitos de colégios e cursos de inglês que eu encontrei o primeiro segredo da produtividade com propósito que é: você precisa saber onde está! E saber onde está é fazer um diagnóstico do seu nível de conhecimento em um conteúdo (ou vários) ou área da vida.

O que é otimização de vida?

Falar de produtividade e não falar de otimização é basicamente falar do céu sem falar que ele é azul. A otimização é a característica de otimizar, tornar melhor. Isso faz com que a produtividade seja lapidada. Ser produtivo envolve vários níveis e você sempre pode melhorar o quanto você é produtivo. A otimização de vidas é, portanto, a capacidade de analisar e ajustar qualquer área da sua vida, a partir da organização, tornando sua vida mais produtiva, ou seja, mais proveitosa!

Um exemplo: você pode ler um livro e ele te satisfazer. Você vai sentir que ele foi proveitoso. Mas você pode otimizar esse processo, anotando ideias enquanto faz a leitura. Isso é otimizar seu processo de leitura, torná-lo mais produtivo. A otimização faz parte do processo de refinamento da sua produtividade, seja em qualquer área da vida.

Quando surgiu a ideia de criar o Ficou Ótimo, só conseguia pensar em como estou sempre otimizando minha própria vida e a vida a dois. E hoje, ensinando sobre produtividade com propósito, vejo como toda a ideia que originou o Ficou Ótimo não foi em vão. Ao contrário, teve ainda mais sentido.

Como otimizar minha rotina?

Nesses dois meses de estudos para o concurso eu precisei otimizar minha rotina para que a aproveitasse da melhor maneira possível. O cenário parecia impossível: eu trabalhava como assessora de negócios em casa, morando na casa da minha mãe, precisando passar no concurso, tendo só 2 meses para estudar. Eu não sei se você já trabalhou de casa, mas as distrações para quem trabalha em casa são mais tentadoras do que uma caixa de Bis quando você decide fazer dieta.

Eu precisei observar meu ambiente, analisar os horários em que minha mãe estaria em casa e os horários em que ela não estaria. Precisei contabilizar quanto tempo eu precisava para preparar meu almoço e estabelecer um horário para realizar minhas refeições. Eu trabalhava o dia todo como assessora, ou seja, tinha tão pouco tempo como qualquer outra pessoa que trabalha o dia inteiro. E eu usei isso para poder traçar a minha estratégia. O trabalho precisava ser feito e eu PRECISAVA MUITO passar naquele concurso.

Para conseguir otimizar minha rotina eu também observei como poderia reduzir o tempo que gastava para preparar refeições, diminuir o tempo no banho e diminuir minha interação com futilidades, que não estavam alinhadas com aquele momento da minha vida.

Como otimizei meus estudos?

Meu tempo para estudar era curto e dividido entre tarefas domésticas e outras obrigações da vida adulta. E essa foi a parte mais crítica que eu tive que vencer para conseguir aproveitar ao máximo meu tempo a fim de estudar para aquela prova.

Criei uma estratégia que começa pelo diagnóstico dos assuntos que eu não sabia e terminava estudando a teoria dos assuntos que eu errava quando resolvia questões de concurso. Essa estratégia, apesar de inovadora, é o completo inverso do que sempre me ensinaram na escola. Mas foi isso, EXATAMENTE isso que me fez ser APROVADA no concurso.

Produtividade e organização

Outro assunto que anda juntinho com a produtividade é a organização. Conquistar sonhos exige coragem, determinação e organização. Se organizar é fundamental se você quer conquistar qualquer coisa na sua vida. A organização não é aquela planilha extensa, cheia de recursos que você acha chata. A organização é o que te dá poder para que você tome DECISÕES. Existem duas coisas que te impedem de ter sucesso nos seus projetos: a primeira é a falta de autoconfiança, que te faz acreditar que você não é capaz, mas eu te digo: você é sim! A segunda é a falta de organização, que te impede de ter clareza de onde você está, quais ferramentas e métodos você tem e o que você precisa fazer para chegar onde quer. Se organizar é ter noção das suas capacidades e acompanhar sua própria evolução, por menor que seja a etapa que você está executando.

Organização pessoal

Quando as pessoas me perguntam como começar com a otimização, eu sempre pergunto a elas: como é sua organização pessoal? Quase sempre elas me respondem que é péssima e que elas não tem paciência pra isso. Eu até entendo quem fala que acha planilhas chato, porque montá-las exige uma afinidade técnica que não é pra qualquer um, mas quando alguém me fala que seu nível de organização pessoal é extremamente caótico, eu digo que precisamos começar por aí.

É muito comum que as pessoas queiram otimizar suas vidas, por acharem que essa vai ser a grande solução para os problemas delas, mas não é. A grande solução para os problemas das pessoas, e para os seus, é ter domínio das informações relativas à sua própria vida.

Quando vemos grandes empresas, que têm seus objetivos alcançados, seja eles quais forem, todas elas têm uma coisa em comum: diretores executivos que dominam, na ponta da língua, as informações gerenciais da empresas. Com a nossa vida é a mesma coisa. Gerencial, apesar de ser um termo corporativo, nada mais é do que a administração. E administrar sua vida nada mais é do que você CUIDAR da sua própria vida, visando um ponto de chegada. Esse ponto de chegada pode ser um novo emprego ou uma prova de concurso como foi o meu caso. O ponto é: devemos agir como um Diretor Executivo e ter DOMÍNIO das nossas informações gerenciais, para que nossos projetos tenham sucesso.

Se na época que eu quis tentar o concurso, não tivesse organização para traçar uma estratégia, avaliar a estratégia semanalmente e fazer ajustes no que fossem necessários, eu não teria conseguido ser aprovada e não estaria aqui hoje contando esta história surreal, porém verdadeira para vocês.

Mas me conta uma coisa: como a otimização pode te ajudar hoje?

Você precisa se ajuda se faz isso!


Senta pra fazer uma tarefa e começar a se sentir ansiosa.


Começa a fazer uma tarefa e faz tudo, menos a tarefa.


Se perder horas e horas em uma tarefa que não estava nos seus planos.


Acha que vai gastar um determinado tempo pra uma atividade, mas gasta muito mais.


Planeja sua semana e não cumpre quase nada do que planeja.


Sente dificuldade em focar no que vai fazer.


Nao sabe organizar sua rotina do dia a dia.


Não sabe organizar suas contas.


Não sabe organizar suas finanças.


Fica estressada em organizar uma viagem.


Fica estressada só de ouvir falar em organização.


Constantemente esquece coisas que devia comprar na rua/mercado.


Esquece/perde tarefas no trabalho.


Tem dificuldade em falar não!


Tem dificuldade em falar sim.


Passa muito tempo nas redes sociais!


Começa a executar uma tarefa e desanima fácil.
Sente que a vida está acontecendo e você está so reagindo a ela.

Se você tem um ou mais desses sintomas, se inscreve no nosso perfil do Instagram (@ficouotimo). Lá eu ajudo um monte de gente todos os dias!

É por ISSO que você precisa do Carnaval…

Você trabalha a semana inteira igual um burro de carga, elevando os seus níveis de cortisol a cada coisa que dá errado, a cada ação que não funciona.
De segunda a segunda, a vontade é de socar a mesa. De segunda a segunda, você tem que limpar merda feita por gente sem compromisso, que não honra a própria palavra e sacaneia o seu trabalho.

E detalhe: isso tudo mantendo a calma, educação e polidez, porque o ambiente corporativo é opressor, antinatural, anti-emocional.

Aí vem uma festa, de 4 dias, onde você pode comer, beber e dançar sem ser julgado por isso. Uma festa em que você pode desorganizar, desequilibrar, desengonçar.

O carnaval é a liberação dos demônios de todas as nossas frustrações, de todas as repressões da sociedade e do ambiente de trabalho. É a liberdade de ser quem você quiser, quando quiser.

E o que diabos isso tem a ver com organização? Simples!

O carnaval é o agendamento do caos!

E se não fosse, o caos seria todo dia, toda hora. É por isso que eu não defendo a organização compulsiva, o tempo todo para tudo. Porque é preciso desorganizar. É preciso ser solto, leve, descompromissado. Só assim é possível equilibrar, organizar e alcançar resultados: se permitindo ser humano. Aceitando sua humanidade e deixando o bicho ser bicho de vez em quando.

Bom carnaval a todos! Vamos nos libertar! Vamos carnavalizar!

Um dia vão dizer que foi sorte…

Post de ontem no Instagram, sobre esforços e o porquê de não podermos desistir!

São 22:44.⠀

Eu estou cansada e acordo cedo amanhã. ⠀

Meu namorado está deitado dormindo enquanto eu to aqui sentada na cama programando posts pra ter constância e não parar de ajudar as pessoas, em meio a organização de casa, um trabalho CLT e outros diversos compromissos mais.⠀

Eu gosto destes momentos de sofrimento, porque é em um momento assim que eu OBSERVO. Vejo o que estou fazendo, dia após dia, semana após semana, com garra, sem certezas, mas com muita vontade.⠀

Um dia eu vou falar aquela famosa frase: “Quando mais eu trabalho, mais sorte eu tenho”. E aí vou me lembrar de hoje. Destas postagens agendadas, das noites mal dormidas. E vou saber que vai ter valio a pena.⠀

Para complementar: NADA, eu repito, NADA disso seria possível se eu não tivesse ORGANIZAÇÃO. ⠀

Seu sonho é distante porque você não se organiza. Eu falo isso com convicção, cada dia mais. ⠀

Um beijo e boa noite, porque eu terminei as tarefas que pretendia realizar hoje e descansar é importante!